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Bispo deposita muita esperança no novo Papa

2013-03-20

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Bispo enaltece humildade e ligação aos pobres de Papa Francisco.

O Bispo da Guarda, D. Manuel Felício, disse na passada semana ter "muita esperança" no Papa Francisco, esperando que conduza a Igreja Católica por "caminhos renovados" de fidelidade ao Evangelho.
"´Habemus Papam´, com garantias de querer conduzir a Igreja [Católica] por caminhos renovados de fidelidade ao Evangelho e de retoma decidida do Concílio Vaticano II", refere o bispo da Guarda, numa nota da Diocese.
Segundo Manuel Felício, "a Igreja [Católica] e o próprio mundo foram novamente surpreendidos pela eleição do novo Papa, que vem do fim do mundo, como ele próprio disse, mais propriamente da América Latina e de Buenos Aires". O novo Papa é "jesuíta, amigo dos pobres, com prática de grande proximidade às pessoas e grupos sociais, apresentou-se à varanda da Basílica de São Pedro, sem discurso e sem programa, porque o seu programa é o Evangelho e as suas prioridades são as mesmas de Jesus Cristo", acrescenta o bispo da Guarda. "Talvez por isso, escolheu o nome de Francisco, o grande reformador de Assis que foi autêntica lufada de ar fresco, em nome do Evangelho, para dentro e para fora da Igreja [Católica] na sociedade medieval de então", observa.
O bispo lembra que também houve "um Francis Xavier, jesuíta como o actual Papa, que soube abrir a Igreja [Católica] a novos horizontes de missão, em terras do Oriente e certamente que esse é o apelo que nos vai continuar a fazer o Papa Francisco". "Sentimos que o seu discurso foi a oração do Pai Nosso pelo anterior Papa e também o pedido de oração sobre si próprio, dirigido à multidão que enchia a praça de São Pedro. E todos entenderam esse pedido", conclui o bispo da Guarda.
O primeiro Papa sul-americano
O cardeal argentino jesuíta Jorge Mario Bergoglio, 76 anos, foi quarta-feira, 13, eleito papa pelos 115 cardeais reunidos em Roma, assumindo o nome de Francisco. Francisco sucede a Bento XVI e é o 266.º papa da Igreja Católica.
O novo líder da Igreja católica é o cardeal-arcebispo de Buenos Aires e o primeiro papa oriundo da América Latina. É também o primeiro jesuíta a tornar-se papa.
Bergoglio, que será conhecido como papa Francisco I, é um intelectual jesuíta, que viaja de autocarro e tem uma visão prática da pobreza: quando foi nomeado cardeal, conveceu centenas de argentinos a não viajarem para Roma, de acordo com um pequeno perfil publicado pelo jornal inglês The Guardian. Em vez de irem ao Vaticano celebrar a nomeação, Bergoglio pediu que dessem o dinheiro da viagem aos pobres.
Foi um dos mais ferozes opositores à decisão das autoridades argentinas de legalizar o casamento homossexual em 2010, argumentando que as "crianças precisam de ter o direito a ser criadas e educadas por um pai e uma mãe". No entanto, de acordo com o The Guardian, é um moderado, tendo recebido a dignidade cardinalícia de João Paulo II, a 21 de Fevereiro de 2001.
O novo papa é um reconhecido adepto de futebol e manifestou por diversas ocasiões ser um seguidor do San Lorenzo de Almagro, clube fundado pelo padre Lorenzo Massa em 1908, tendo celebrado mesmo a eucaristia que assinalou os cem anos do clube.
Nasceu a 17 de Dezembro de 1936, na capital argentina e foi ordenado a 13 de Dezembro de 1969, durante os estudos na Faculdade de Teologia do colégio de São José, em São Miguel de Tucuman (norte da Argentina). Em 1969, viajou para Espanha, onde cumpriu o seu terceiro período de preparação sacerdotal na Universidade de Alcalá de Henares, em Madrid. A docência desempenhou um papel muito importante na biografia do cardeal Bergoglio, já que ensinou em vários colégios, seminários e faculdades. Em 1972, regressou à Argentina para ser professor de noviços na localidade de São Miguel de Tucuman.
Em 1980-1986, desempenhou as funções de reitor da Faculdade de Filosofia e Teologia de São Miguel. Concluiu o doutoramento na Alemanha, e foi também confessor e director espiritual da Companhia de Jesus, em Córdova (Espanha).
A nomeação como bispo aconteceu a 20 de Maio de 1992, quando João Paulo II lhe confiou a diocese de Auca e o tornou bispo auxiliar da diocese de Buenos Aires. Cinco anos mais tarde, em 1997, foi nomeado arcebispo coauditor de Buenos Aires e em 1998, depois da morte do arcebispo e cardeal Quarracino, subiu a arcebispo da capital argentina. O cardeal argentino integrava a Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, do Conselho pontifício para a Família e a Comissão Pontifícia para a América Latina.
Foi presidente da conferência de bispos na Argentina, entre 8 de Novembro de 2005 e 8 de Novembro de 2011. A eleição, após a histórica renúncia de Bento XVI no mês passado, foi alcançada após cinco votações, no quinto dia do conclave.



Autor
NC

Categoria
Secções Religião

Palavras-Chave
Papa / Igreja / Católica / Bispo / Francisco / Guarda / Evangelho / muita / esperança / argentina

Entidades
Papa Francisco O Bispo da Guarda / D. Manuel Felício / Papa Francisco / Manuel Felício / Papa

Artigo Preservado pelo Arquivo.pt
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