As lojas de venda de fazenda a retalho fazem parte do imaginário da Covilhã. São um património do passado, mas voltaram a ter procura.
Contava apenas 14 primaveras quando deixou a escola e foi trabalhar duas semanas à experiência na Pinto Oliva. Acabou por ficar 26 anos na conhecida loja de venda de tecidos a retalho, até fechar. Na era do pronto-a-vestir, a azáfama não é a de outros tempos, mas Rui Martins, hoje com 45 anos, decidiu arriscar num negócio próprio e trabalhar naquilo que gosta.
Há quatro anos, com a ajuda das medidas de incentivo à criação do próprio emprego, começou "do zero". Comprou mobiliário, fazendas, arrendou um espaço num local não tão central como gostava e tem mostrado que estar ao balcão a vender peças ao metro é um cenário que faz parte do imaginário da cidade, mas é também uma visão de futuro.
Há sempre quem goste de fugir à norma, de primar pela diferença, de vestir à medida. Ou quem não encaixe nas medidas mais vulgares e procure nestas lojas os tecidos para fazer as peças que nas lojas não se ajustam aos corpos arredados do padrão.
(Reportagem completa na edição papel)
Autor
Ana Ribeiro Rodrigues
Palavras-Chave
Covilhã / tecidos / lojas / venda / Vidas / retalho / imaginário / Oliva / Contava / Pinto
Entidades
Pinto Oliva / Rui Martins / Covilhã
Artigo Preservado pelo Arquivo.pt
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